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Crônica dos bichos da selva e da floresta urbana – Álbum de fotos

Esta galeria contém 16 imagens.

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Crônica dos bichos da selva e da floresta urbana

Crônica dos bichos da selva e da floresta urbana

Crônica dos bichos da selva e da floresta urbana

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por Jota Junior

Pode ser que os povos da mata ao adentrar na floresta urbana, talvez não se sintam tão estranhos assim, afinal ambas as selvas estão cada vez mais próximas por conta da diminuição constate dos limites e da identificação entre seus animais.

Há de se observar que na floresta urbana os animais estão quase sempre disfarçados, e na outra, colonizados, humanizados.

Os animais da floresta urbana ocultam seus cheiros, odores, com variados tipos de outros cheiros, chamados perfume. Camuflam suas peles com vestimentas das mais diversas origens, dos mais diversos tipos de tecidos e cores, alguns confeccionados de couros ou peles de outros animais, como jacarés, ursos, onças, cobras e etc… Mas mesmo em sua maioria disfarçados, é possível percebê-los como são.

No ritmo alucinante da correria do dia-a-dia da cidade, quando esses seres considerados humanos se esbarram em outro, é comum o seguinte diálogo: “vai cavalo”, diz um. O que o outro prontamente responde: “sai da frente sua perua”, e assim por diante…

Não dá para se ter a noção exata se os personagens são um homem e uma mulher, pois o diálogo direciona para um cavalo, macho da espécie égua, e uma perua, fêmea da espécie peru.

Certa vez presenciei dois rapazes comentando ao ver passar uma moça e uma senhora, que pareciam ser mãe e filha: “Que gatinha”, disse um deles, e logo o outro retrucou, “mas repara a mãe é uma baleia”, sim, concordou com o primeiro, mas acrescentou: “Talvez seja melhor ser uma baleia do que ser uma jararaca, como a minha sogra”, acrescentou.

Tive um pouco de dificuldade de entender o diálogo: Como pode uma baleia ter uma filha gatinha e um ser humano ter uma sogra jararaca, um réptil. Será que ele se casou ou namora com uma cobra? Já que filho de peixe peixinho é!

No mesmo instante, numa outra cena, um rapaz passou pelo outro e o cumprimentou amistosamente: “fala aí bicho”.

Já vi muitos bichos falantes: em filmes de desenhos animados, em atrações circenses, em teatros de mamulengos, mas na vida real… A não ser que se trate de um papagaio, mas o sujeito nem verde era…

Comecei a achar que estava meio perdido nesta miscelânea e precisava me localizar. Cada vez mais estava me convencendo que realmente habito uma floresta, embora seja uma floresta urbana. Minha certeza se fundamenta quando ligo o rádio do carro e ouço: “Eu sou o negro gato de arrepiar, e esta minha vida é mesmo de amargar…”, em seguida: “Uma moça bonita de olhar agateado deixou em pedaços o meu coração, uma onça pintada e o seu tiro certeza deixou os meus nervos de aço no chão…”, Na sequencia:  Tô Doidão! Tô Doidão! Bicho! Tô doidão! Tô Doidão! Tô Doidão! Bicho! Tô doidão! Bicho! Tô doidão!…”.

Nesta selva que ao que parece, é o habitar natural do homem e também de outros animais, há de se prestar muito atenção para que não se compre gato por lebre. Pois em rio que tem piranha, jacaré nada de costa. Mas vejo com certa injustiça o dito popular que diz que esse cara é a imagem do cão: coitadinho do cão, não é? E outras ditadas, como: vai pagar mico? Seria legal deixar o mico na dele, lá na floresta dele, não acham? Então, esse cara é mesmo cobra. Como tem bichos de todo tipo, vai lá… Todavia, tomara que não dê zebra! Fiquemos então atentos ao que diz a Bíblia, quando nos chama atenção para: “Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores.” (Mateus 7:15).

As Empreguetes – Vale a pena ver de novo!

Cheias de Charme - Vale a pena ver de novo

Cheias de Charme – Vale a pena ver de novo

Por Jota Junior

Por onde andam as empreguetes? Pergunta interessante, não é? A questão á primeira vista pode até parecer difícil, mas é tão obvia: As Empreguetes estão por aí por esse mundão de Deus. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem cerca de 9 milhões de trabalhadores domésticos, e pelo mundo afora nem se contam, são incontáveis…

Ainda está latente na memória a novela global Cheias de Charme, a trama que propositalmente ou não, acabou por denunciar a realidade do universo dos trabalhadores domésticos, que ainda hoje, em sua maioria, ainda sofrem maus tratos, trabalham sem receber direitos trabalhistas, e em alguns casos, sem nem mesmo ter a carteira assinada. Trabalhadores que ainda têm nos sábados, domingos e / ou feriados, dias inalcançáveis, pois continuam trabalhando arduamente, sem direito ao descanso remunerado e merecido.

Mas a boa nova é que a ficção, com uma forcinha dos movimentos organizados, acabou por contaminar uma realidade nua e crua, trazendo a baila um assunto até então ´proibido´ nos meios formais sociais. Ao exortar, nos deveras condicionados certa possibilidade, embora remota, de que havia uma chance de melhoria nessas condições. Como bem diz a atriz Tais Araújo,“O maniqueísmo meteu o dedo na ferida e não doeu, fez cosquinhas e todo mundo brincou, sorriu, e achou até bom”.

Nesses tempos de crenças e descrenças radicais, ninguém acreditava nessa possibilidade, pois havia no ar uma certa desmobilização organizada. Justamente quando os tambores rufaram. E como rufaram! As trombetas soaram. E como soaram e ecoaram longe…

Naquele instante o silêncio estava sendo quebrado, e o barulho foi tanto que acabou por ser ouvido até lá em Brasília. Longínqua Brasília! Longínquo Congresso Nacional! Tão distante dos anseios do povo. Mas chegou lá. Para ser mais exato: justamente num cego e surdo Congresso Nacional, que quase nunca vê nem enxerga as aspirações do povo, salvo se for por para atender seus próprios interesses oligárquicos. Será que a justiça será feita, ô pátria amada idolatrada salve, salve?

Há quem diga que a culpa é da interatividade em voga e da mobilidade social da Internet que propiciou grande sucesso ao clipe da novela e acabou por incluir o telespectador no processo. Como diz a atriz Taís: “você se empresta e se transmite através dos conteúdos que você interage, a Internet veio para dentro da novela através da interação, somando ideias e termos como, as empreguetes, as cachorretes, e depois as desempreguetes, e popularizou as periguetes”.

A ficção se fundiu com a realidade, e a realidade nua e crua soube se aproveitar do momento oportuno. Fez-se presente e cobrou de quem de direito um posicionamento, uma decisão, e este grito foi tão grande que ressoou nos picaretas. Como bem disse o Lula do passado: eram quatrocentos picaretas, mas parece que ele errou na conta ou esqueceu-se de incluir os seus aliados, que não são nada bobos, nem usam tarja preta.

A boa notícia é que o Congresso acaba de aprovar a por unanimidade, a Emenda Constitucional n° 72/2013, anteriormente conhecida como PEC das Domésticas.

Ainda há muitas senzalas para fechar até que se alcance a liberdade plena, a emancipação e libertação desejada. Todavia, é fato que estamos dando um grande passo, quando fechamos mais uma senzala e jogamos as chaves fora, entregando dignidade ás pessoas, neste caso, aos empregados domésticos.

Serviço:

O advogado Carlos Eduardo Dantas Costa, do escritório Peixoto e Cury Advogados, especialista em direito do trabalho e administração de empresas, esclarece, em vídeo, as principais dúvidas sobre a emenda constitucional que deu novos direitos aos trabalhadores domésticos, como empregadas, motoristas e babás.

Acesse o link.

http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/advogado-tira-duvidas-sobre-a-pec-das-empregadas-domesticas