O aleitamento materno e seus benefícios

Aleitamento materno

Aleitamento materno

 

Por Jota Junior

Segundo especialistas da Sociedade Brasileira de Pediatria, o leite materno é um alimento completo para o bebê, pois protege contra infecções, alergias, está sempre pronto e na temperatura certa para ser usado, é bom para a dentição e a fala, contribui para o desenvolvimento infantil e ainda é acrescido, pela mãe, de uma boa dose de amor e carinho. A amamentação deve ser oferecida durante os primeiros seis meses de vida. Após esse tempo, continuar amamentando até os dois anos de idade ou mais, mas introduzindo também os alimentos da família. Muito mais do que uma recomendação é um direito do bebê.

Ato da amamentação fortalece laços afetivos entre mãe e filho.

São muitas as vantagens proporcionadas pela amamentação ao bebê e também à própria mãe: os olhos nos olhos e o contato contínuo entre mãe e filho fortalecem os laços afetivos, e o envolvimento do pai e familiares favorece o prolongamento da amamentação, além de o leite ser limpo, estar sempre pronto e quentinho. Preste atenção ao que diz a jovem mãe Marta de Souza, de 22 anos, moradora do bairro de Acari, mãe de Felipe, de apenas cinco meses: “Eu tinha grande resistência com relação a amamentação, por medo que meus seios ficassem muito grandes e caídos, mas depois de receber orientação dada pelos especialistas do Hospital da Mulher Heloneida Studart, vejo que não é nada disso, então, amamento meu filho a hora que ele quer, e ainda aproveito para curti-lo, namorá-lo e amá-lo ainda mais, nos meus braços”. “Para mim é um momento maravilhoso, entre eu e minha cria, me sinto em perfeita sintonia”, conclui.

Leite fraco é mito

De acordo com a pediatra Lúcia Rolim, para derrubar o mito do leite fraco, as mães devem ficar atentas e confiantes no seu leite. “Com técnicas, ajuda e apoio da família e de profissionais de saúde, essa mulher poderá amamentar plenamente o seu bebê até o sexto mês, conforme orientação da Organização Mundial de Saúde (OMS)”, afirma. Quando o bebê suga adequadamente, a mãe produz dois tipos de substância: Prolactina (hormônio produzido pela hipófise, o qual provoca a lactação), que faz os peitos produzirem o leite, e Ocitocina (hormônio produzido pela hipófise, que favorece as contrações do útero no momento do parto), que libera o leite e faz o útero se contrair, diminuindo o sangramento. Portanto, o bebê deve ser colocado no peito logo após o nascimento, ainda na sala de parto. Apesar de pouco difundido, a amamentação é também um método natural de planejamento familiar, pois constitui um ótimo meio de evitar uma nova gravidez. Isto se consegue quando três condições ocorrem: a mãe ainda não menstruou após o parto, o bebê tem menos de seis meses e a amamentação é exclusiva durante o dia e também durante a noite. Até o sexto mês, dar somente o peito. O bebê deve mamar sempre que quiser, inclusive durante a madrugada. Desta maneira, o corpo da mulher continua produzindo quantidade suficiente de hormônios que ajudam a evitar filhos. Amamentar logo que o bebê nasce faz o útero voltar mais rápido ao tamanho normal, e a diminuição do sangramento previne a anemia materna, reduz o peso mais rapidamente após o parto, reduz o risco de diabetes, reduz o risco de câncer de mama e de ovário. Dona Dinalva dos Santos, 42 anos, moradora do bairro de Coelho da Rocha, mãe de quatro filhos, sendo eles: Lucas, de 12 anos; Pedro, de oito; Lúcia, de cinco; e o caçula João Miguel, dois meses, diz: “meus filhos sempre foram amamentados com leite do peito, e ás vezes, até por mais de dois anos, como é o caso da Lúcia que mamou até quase três. O João está indo pelo mesmo caminho, mama várias vezes ao dia e á noite, parece um bezerrinho”. “Seguindo essa prática, meus filhos estão crescendo dispostos e saudáveis”, acrescenta.

Serviços:

Hospital da Mulher Heloneida Studart(21)2651.9600

Banco de leite humano – Se a mãe tiver excesso de leite, pode doá-lo a um Banco de Leite Humano e ajudar outros bebês que necessitam. Informe-se no site http://www.redeblh.fiocruz.br ou, se preferir, procure uma unidade de saúde.

Disque amamentação – Funcionamento de segunda-feira a sexta-feira, das 9h às 12h e das 13h às 16h, pelo telefone: (21) 9981.5866

ONG Amigas do Peito – Há 30 anos a ONG Amigas do Peito incentiva o aleitamento materno. O grupo já atendeu mais de 180 mil famílias através de seus grupos de apoio, pela Internet (www.amigasdopeito.org.br) ou pelo disque-amamentação (21) 2285-7779.

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Galeria

Presépios – Álbum de fotos

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Presépios

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Presépios

 

Por Jota Junior

Para quem não teve oportunidade de prestigiar o Festival de Presépios, instalado a céu aberto na Arena do Jardim de Alah, em Ipanema, e em diversos logradouros da Cidade do Rio de Janeiro, no período de 01 a 25 de dezembro, e que foi considerado pelo público e por boa parte da mídia o melhor evento de arte de rua do Rio de Janeiro dos últimos tempos. E que também poderá ser considerado como a maior exposição de presépios artísticos em tamanho grande a céu aberto do mundo pelo Guiness World Records, com obras exclusivas elaboradas por artistas brasileiros selecionados pela Curadoria da exposição, a partir de chamada pública nacional. Calma que nem tudo está perdido: A Exposição será exibida em São Paulo, no período de 08 de dezembro a 06 de janeiro de 2013, a céu aberto na Arena do Parque Ibirapuera, na área ao lado do Aeromodelismo, com entrada pela Rua Curitiba, e em diversos logradouros daquela cidade.

Se mesmo assim, por qualquer motivo, você não puder comparecer, o mundo não vai acabar! Estivemos lá, registramos e preparamos uma mostra especial em nosso álbum de fotos. Aprecie!

Conheça um pouco da história da origem dos Presépios.

O presépio talvez seja a mais antiga forma de caracterização do Natal. Sabe-se que foi São Francisco de Assis, na cidade italiana de Greccio, em 1223, o primeiro a usar a manjedoura com figuras esculpidas formando um presépio, tal qual o conhecemos hoje. A idéia surgiu enquanto o santo lia, numa de suas longas noites dedicadas à oração, um trecho de São Lucas que lembrava o nascimento de Cristo. Resolveu então montá-lo em tamanho natural numa gruta de sua cidade. O que restou desse presépio encontra-se atualmente na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma.

Presépio significa em hebraico “a manjedoura dos animais” mas a palavra é usada com freqüência para indicar o próprio estábulo. Segundo o evangelista Lucas, Jesus ao nascer foi reclinado em um presépio que provavelmente seria uma manjedoura, como as muitas que existiam nas grutas naturais da Palestina, utilizadas para recolher animais. Já São Jerônimo diz que o presépio de Jesus era feito de barro aproveitando-se uma saliência da rocha e adaptando-a para tal finalidade. As duas versões são bem aceitas.

O presépio de São Francisco incluía uma manjedoura, acima da qual foi improvisado um altar. Nesse cenário ocorreu a missa da meia-noite, na qual o próprio santo com a vestimenta de diácono cantou solenemente o Evangelho juntamente com o povo simples e pronunciou um comovente sermão sobre o nascimento do Menino Jesus.

Conta-se que naquela noite especial, enquanto o santo proferia as palavras do Evangelho sobre o nascimento do Menino Jesus, todos os presentes puderam ver uma criança em seu colo envolvida num halo de luz. A cena foi narrada em 1229 por Tommaso de Celano, biógrafo de São Francisco de Assis, na Vita Prima.

Passados mais de trinta anos São Boaventura também descreveu a mesma cena e, depois dele, outros e outros autores, descrevendo em minúcias as figuras esculpidas do Menino, da Virgem e de São José. A partir de então, os presépios foram tornando-se cada vez mais populares e, além das figuras tradicionais do Menino Jesus deitado na manjedoura, Maria e José, acabaram incluindo uma enorme variedade de personagens, como os pastores, os Reis Magos, a estrela e os animais.

Em muitos lugares a confecção das figuras do presépio virou tradição popular, como é o caso dos santons na França. E em muitos lugares os presépios viraram verdadeiras obras de arte. A tradição, no entanto, ganhou impulso renovado no século XVIII. De Nápoles, na Itália, o costume de construir presépio cada vez mais artísticos difundiu-se para Espanha e Portugal. E, aos poucos, o hábito de montar presépios nas casas na época do Natal foi tornando-se mais e mais popular. Seja com modestas figuras de barro, seja com suntuosos personagens vestidos de tecidos raros, nas igrejas ou nas casas e, até, em representações teatrais o presépio é uma das tradições mais queridas do Natal. No Brasil, em muitos estados do Nordeste, até hoje a montagem dos presépios é acompanhada de danças e festejos conhecidos como Pastorinhas, versões brasileiras dos autos de Natal, que eram encenações do nascimento de Jesus típicas de algumas regiões da Europa, como a Provença, na França.

As figuras do presépio – Cada um dos elementos envolvidos no nascimento do Menino Jesus, há mais de 2.000 anos tem um papel muito importante: A Sagrada Família, os Reis Magos, os pastores, as ovelhas, a vaca e o jumento, e todos os outros que a imaginação popular resolveu incorporar à cena original. Os anjos aparecem aos pastores de Belém contando que Jesus havia nascido e louvado a Deus. Estas figuras são, geralmente, representadas com instrumentos musicais, na suposição de que estejam cantando preces em louvor a Jesus. Os pastores foram os primeiros adoradores de Cristo. Ligados a eles, estão os carneiros, mansas criaturas muitas vezes usadas para simbolizar a humildade de Cristo como Divino Pastor.

Acredita-se que nessa mesma noite sagrada, uma estrela andou pelo céu e se localizou em cima da manjedoura, transformando-se no símbolo do Divino Guia. Foi ela que orientou aqueles que acreditaram no nascimento de Jesus, inclusive os Três Reis Magos, que, segundo conta-se, vieram de algum lugar distante, no Oriente. Os três reis, muitas vezes apresentados como homens sábios, também foram saudar o recém-nascido. Para os cristãos, sua visita havia sido profetizada na Bíblia, no Salmo 71, e em Isaías, 60. Eram eles os reis que levaram presentes de incenso, ouro e mirra.

Não podem faltar no presépio a vaca e a jumenta. Se a vaca, produtora de leite e símbolo da Terra que nutre suas criaturas quase dispensa apresentações, a jumenta, que para nós é símbolo de ignorância, em muitas tradições e culturas é vista como animal sagrado. Por isso, não é à toa que é no lombo de uma jumenta que Maria grávida foge com José das perseguições do rei Herodes. Diz a lenda que foi a própria Maria que fez a jumenta, exausta da longa viagem, entrar na gruta e, assim, presenciar o nascimento do menino.

Os animais também são símbolos de que todas as criaturas do mundo, mesmo as mais humildes, reconhecendo e homenageando Cristo como filho de Deus, são acolhidas por ele.