Salve Jorge! Viva Jorge! Jorge´s birthday

Salve Jorge! Viva Jorge! Jorge´s birthday

Salve Jorge! Viva Jorge! Jorge´s birthday

 

Por Jota Junior.

As comemorações pelo dia de São Jorge sempre mobilizaram milhares de fiéis pelo Rio de Janeiro e pelo mundo afora. O ‘Santo guerreiro’ é conhecido por arrebanhar seguidores que não medem esforços para cultuá-lo, e desta vez não foi diferente, foram milhares de pessoas, que se deslocaram de diversos lugares, para mostrar ao Santo, o tamanho da sua fé e devoção.

Nas missas que aconteceram várias vezes durante todo o dia, devido ao grande número de fiéis, as igrejas não comportaram, e nem todos conseguiram entrar, e muitas pessoas ficaram na rua, acompanhando a celebração através de caixas de som. Sem se importar, os devotos vibravam aos gritos de “Viva Jorge”, “Salve Jorge”. Devido ao fato, em muitas paróquias as missas passaram a serem celebradas na rua.

Numa mistura de fé, devoção e festa, houve queimas de fogos, churrascadas, batucadas. Fiéis se reuniram num ato de fé e agradeceram ao santo pelas graças alcançadas, e oraram pela tolerância religiosa.

Gilberto Gil diria com o seu olhar observador e poético: “Olha lá vai passando a procissão, se arrastando que nem cobra pelo chão…” Realmente a procissão é um momento indescritível, só quem estava lá poderá traduzir, e assim mesmo, de forma aproximada. Como descrever o Santo Guerreiro, seguido de milhares de pessoas: velhos, moços, crianças, inclusive cadeirantes, vestidos com as roupas de Jorge, predominantemente vermelhas, carregando velas de todos os tamanhos e cores, acesas, por várias ruas da cidade, além de fitas, imagens de santos e muita fé e agradecimentos ás conquistas alcançadas.

Outro grande mérito da fé, que alguém poderia dizer ser até um milagre, é que o dia 23/04, dia de São Jorge para os católicos e demais devotos, também é dia de Ogum para o Candomblé. E os rituais afros, os afoxés, balés afros, assim como as comemorações católicas, transcorreram em perfeita harmonia e tolerância. Uns saldando São Jorge Guerreiro, outros saldando Ogum Guerreiro. E viva a tolerância religiosa.

Como o que está bom pode ficar ainda melhor, nossos poetas nos brindam com verdadeiras pérolas. Veja o que diz Jorge Bem Jor em Jorge da Capadócia: “Jorge sentou praça na cavalaria e eu estou feliz porque eu também sou da sua companhia, eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge, para que meus inimigos tenham pés, não me alcancem…”.

Seu Jorge em Alma de Guerreiro – Tema da novela Salve Jorge: “Jorge vem de lá da Capadócia montado em seu cavalo, na mão a sua lança. Defendendo o povo do perigo, das mazelas do inimigo, vem trazendo a esperança…”.

Zeca Pagodinho em Pra Jorge: “Vou acender velas para São Jorge, a ele eu quero agradecer, e vou plantar comigo-ninguém-pode, para que o mal não possa então vencer…” E continua, agora homenageando Ogum: “Ogum com sua espada, sua capa encarnada, me dá sempre proteção, quem vai pela boa estrada, no fim dessa caminhada, encontra em Deus perdão”.

Aldir Blanc com Maria Bethânia complementa tudo com: “Fica ao meu lado São Jorge Guerreiro, com tuas armas, teu perfil obstinado, me guarda em ti, meu Santo Padroeiro”.

Que os nossos santos guerreiros vençam todos os dragões. Os dragões das maldades, das hipocrisias, das imoralidades, das injustiças sociais, da cobiça dos homens e mulheres que muitas vezes se dizem de boa vontade, e até o diabo disfarçado, que muitas vezes permitimos que habite em nós.

Acesse os links abaixo e assista aos vídeos no youtube

Jorge Ben Jor – Jorge da Capadócia

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=SeDcDJ8JH3k

Seu Jorge – Alma de Guerreiro – Tema da novela Salve Jorge

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=EymX6G32CFU

Zeca Pagodinho – Pra São Jorge

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=QKtXB0b8dTw#!

Maria Bethânia – De Aldir Blanc – Medalha de São Jorge

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=XhNc8_Qxfeo

 

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Salve Jorge! Viva Jorge! Jorge´s birthday – Álbum de fotos

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Bodas de ouro – 50 Anos, Nelson e Dorvalina

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Roque & Terezinha enchem de tradição e de alegrias as feiras e praças do país

Roque e Terezinha

Roque e Terezinha

Roque José e Terezinha, a dupla de emboladores nordestinos, conhecidos como mestres da arte do improviso, há mais de 16 anos perambulam pelo país, alegrando plateias em praças e feiras, com suas poesias e rimas improvisadas sobre temas variados.

Artistas mambembes, nômades por natureza, estão sempre na estrada, e levam bem á sério a máxima: “todo artista tem de ir onde o povo está”.

Como eles dizem: “desde 2003, sempre cumprimos temporadas curtas no Distrito Federal, tendo como referência a Casa do Cantador, em Ceilândia, onde ficamos hospedados, geralmente por alguns meses, é a nossa casa” afirmam. “A nossa segunda casa é o Rio de Janeiro”, complementam.

De fato esta ordem não está tão exata, mas como a ordem dos fatores não altera o produto…

A dupla na verdade começou sua carreira de sucessos no Rio de Janeiro, no Largo da Carioca propriamente dito. Foi lá que depois de muitas caronas, atravessando o Brasil cantando, passando por Alagoas, Bahia, São Paulo etc., que Roque encontrou Terezinha cantando com a irmã Lindalva. Roque cantou algumas coisas com Terezinha e sob os mesmos signos as coisas se encaixaram perfeitamente, num momento que a dupla das irmãs já estava bastante desgastada por conta de algumas brigas… Como conta Terezinha: “Minha irmã me bateu na Casa do Cantador, em Brasília, tivemos uma discussão muito grande, e ficou difícil a continuação da dupla…, então, eu fiquei muito desgostosa com ela e falei, nós pode ser irmã, nós podemos ser amigas, mas prá nós duplar, nunca mais. Então ela se desgostou vendeu a casa dela e foi morar em João Pessoa”. Na época ela morava no Rio de Janeiro.

Conhecendo um pouco mais a história da dupla:

Terezinha é o nome artístico de Otília Dantas de Lima, repentista desde os 9 anos de idade. “Meu pai era violeiro e repentista e foi quem me influenciou para que eu seguisse essa carreira. Ainda na infância, comecei a cantar nas praças Gentil Ferreira, do Alecrim e da Ribeira, em Natal. Durante 20 anos, fiz dupla com minha irmã Lindalva. Nós duas cumprimos longa temporada no Rio de Janeiro, morando em São João do Meriti e cantando no Largo da Carioca, na Cinelândia, nas praças XV, Mauá, do Pacificador (em Caxias, na Baixada Fluminense)”, recorda-se.

Terezinha chegou a participar de vários programas de tevê, como os de Flávio Cavalcante, Os Trapalhões, Som Brasil (apresentado por Rolando Boldrin e Lima Duarte), em Hebe Camargo e no Domingão do Faustão. Com 15 filhos, 23 netos e 19 bisnetos, Terezinha fala com carinho de Roque: “Ele é como se fosse um filho para mim. Entendemos-nos bastante. Na roda, ele tira a rima e eu o acompanho”.

Foi igualmente o pai violeiro, Sebastião de Barros, quem incentivou Roque José da Silva a seguir a arte do repente, mas as influências maiores vieram dos conterrâneos Barra do Dia, Rouxinol Pereira e Caju & Castanha. “No começo da adolescência, formei a dupla Melão & Melancia, com meu irmão João José. Cantamos muito nas feiras de Caruaru, Gravatá, Vitória de Santo Antão e Bezerro”, lembra. Com 23 anos, gravou um disco em São Paulo. Logo depois foi para o Rio, pois queria conhecer Terezinha, de quem era fã. “Trabalho com Terezinha há 16 anos e para mim é uma realização, pois sei que estou ao lado de uma grande artista popular”, elogia.

As coisas no início foram bem difíceis, diz Roque: “meu primeiro pandeiro foi um pandeirinho de lata feito pelo meu próprio pai. Fiz minha primeira apresentação para um evento da prefeitura, foi quando ganhei um pandeiro de verdade”.

As feiras no nordeste acontecem sempre ás sextas, sábados e domingos. Roque trabalhava durante a semana e nos finais de semana cantava nas feiras de Caruaru, Palmares, Ribeirão etc., “era eu cantando e meu pai passando o chapéu”, conta.

Por onde passa a dupla de emboladores tem levado a poesia eminentemente popular ao público que os assiste com interesse e admiração. Embora a temática abordada tenha como suporte a herança cultural recebida na região de origem, os amigos — como bons improvisadores — nunca deixam de atender às sugestões de pessoas que os ouvem. Do aspecto físico de quem os provoca às relações amorosas, versejam sobre tudo, inclusive fatos e acontecimentos ligados ao cotidianos à política. “Somos recebidos com carinho em todos o lugares onde temos levado nosso trabalho. As pessoas gostam de ouvir o repente e costumam participar, sugerindo temas para as rimas”, festeja Terezinha, 74 anos, norte-rio-grandense de Currais Novos e Roque, 36 anos, pernambucano de Chã Grande, cidadezinha próxima a Caruaru.

Ao fim de cada cantoria, de no máximo, uma hora de duração, eles passam o pandeiro entre os espectadores que costumam fazer pequenas contribuições. “É com isso que nos mantemos. Fazemos, também, a venda de CDs e dos DVDs, que gravamos no auditório da Casa do Cantador”, explica Roque.

A Dupla custeou e gravou o DVD, graças a um contrato de dois anos que tiveram com o Governo de Brasília, cada obra que era inaugurada a Dupla se apresentava, era Roque e Terezinha e outros artistas. “Estamos nos preparando para gravar outro CD e DVD”, acrescenta.

Os shows são outra fonte de renda de Roque e Terezinha. Já se apresentaram em algumas edições do Maior são João do Cerrado (festa junina fora de época, que ocorre geralmente no mês de agosto, no Ceilambódromo/DF). Ao lado de astros e estrelas da música popular brasileira, como Gilberto Gil, Elba Ramalho, Alceu Valença, Jorge de Altinho, Frank Aguiar e Banda Calypso.

Assista os vídeos: Roque & Terezinha

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=QPYbB_lTvb4#!

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=ZGpR5RwdkP8