LUAN SANTANA NO CITIBANK HALL

Luan Santana

Luan Santana

 

Por Jota Junior.

O Cantor está em turnê para divulgar o álbum de mesmo nome, o quinto de sua carreira, e reencontra o público carioca no próximo dia 18 de maio, quando faz única apresentação no palco do Citibank Hall. O repertório tem como base seu quinto álbum, Quando Chega a Noite, que também dá nome ao show.

Luan Santana pretende conquistar o público não só com os hits que tem emplacado por todo o país desde que surgiu em 2009, com “Meteoro”, mas também apostando numa verdadeira superprodução de palco.

O cenário pesa cerca de oito toneladas e consiste numa estrutura central de dois andares, interligada por três elevadores, que permite a troca de posição dos músicos ao longo do set. Em um deles, Luan Santana surge para dar início ao show.

As surpresas tecnológicas e os efeitos especiais não param por aí: 80 módulos de LED projetam imagens em sincronia com a iluminação, num verdadeiro show de cores, enquanto 36 moving lights são ativadas em momentos especiais, realçando ainda mais o clima da apresentação.

Cada vez mais ousado, o artista continua “voando” pelo palco, como já se tornou tradição em suas turnês. Desta vez, ele se locomove a alguns metros do chão e dá cambalhotas em pleno ar. Em outra manobra, ele vira de cabeça para baixo e toca o palco com as mãos.

E no momento mais intimista do show, seu voo faz uma escala no andaime central do palco, onde ele interpreta suas canções mais românticas, como “Amar Não é Pecado” e “Te Vivo”, música de autoria de Luan e uma das grandes apostas do novo CD, além das internacionais “Someone Like You”, de Adele, e “It Will Rain”, de Bruno Mars.

Outras canções de seu novo álbum também integram o repertório desta turnê, como “Nega”, “Coladinho” e “Você de Mim não Sai”, mescladas aos seus principais sucessos.

De onde vem o sucesso de LUAN SANTANA?

Precisar quando a história do cantor Luan Santana começou é tarefa difícil. Nascido em 13 de março de 1991, já aos três anos de idade na sua cidade natal, Campo Grande – MS, ele chamava atenção de toda a família com os acordes afinados das músicas sertanejas que não parava de cantar. Clássicos como “Muda de vida”; “Chico Mineiro” e “Cabocla Tereza” eram interpretados por Luan, sem nenhum erro na letra ou no timbre. Percebendo o seu talento, o pai deu de presente um violão, para incentivar ainda mais o pequeno cantor. A partir desse momento as apresentações ganharam uma atração a mais, Luan cantava e ‘tentava’ dedilhar algumas notas musicais no instrumento que se tornou inseparável a partir daí.

Com a insistência de amigos e familiares, aos 14 anos Luan Santana faz uma festa onde realizou sua primeira gravação. O local escolhido foi a cidade de Jaraguari (MS), cidade natal dos seus pais e vizinha a Campo Grande.  A principal música do repertório escolhido para aquele dia era ‘Falando Serio’, que até então, inédita e carro chefe nas suas apresentações.

Com um gravador amador, Luan Santana fez seu show naquele dia, que foi registrado como o primeiro CD. Mas ele não aprovou o resultado final, e acabou quebrando o CD por não ter gostado da qualidade do som. Já um amigo, ficou com uma cópia e acabou colocando no Youtube, o que rapidamente acabou se espalhando e sendo aprovado pelo público que começou a pedir a música nas rádios de Mato Grosso do Sul, Goiás, Rondônia e Paraná.

Mas foi no dia 11 de agosto de 2007, na pequena cidade de Bela Vista (MS) que Luan Santana subiu ao palco pela primeira vez. Na época, Luan não cantava profissionalmente, nunca havia gravado sequer uma música em estúdio, mas foi contratado para este show devido o sucesso que ele fazia nas rádios da região com a música ‘Falando Sério’.

A partir daí, a agenda de Luan começou a ser dividida entre os estudos e os shows que começaram a ser marcados.  Com agenda lotada de shows durante todo o ano de 2008, Luan Santana não podia parar para entrar em estúdio e gravar o segundo CD, então ele decidiu que o trabalho seria ao vivo e gravado em diversas cidades do Brasil por onde apresentava seu show.

Assim que o CD ficou pronto, em janeiro de 2009, duas músicas começaram a aparecer como as preferidas do público de Luan Santana – “To de Cara” e “Meteoro” com isso, ele começa a ser um dos artistas mais executados das rádios do Brasil e em poucas semanas o vídeo “Meteoro” atinge a marca de 10 milhões de acesso no Youtube.

O verão de 2009 começa com a explosão do jovem cantor, Luan que quebra todos os recordes de público pelas cidades onde se apresenta conquistando cada vez mais fãs e seguidores por onde passa.

Com o sucesso das músicas deste segundo CD, em agosto ele é convidado a participar da “Festa do Peão de Barretos” e se apresentou para um público de 50 mil pessoas, que cantam junto com ele seus principais sucessos.

Luan recebeu destaque da mídia especializada de Barretos que o consideraram um dos maiores exemplos de “fenômeno da música sertaneja” e afirmaram que ele despontaria para o sucesso com certeza a partir dali.

Naquele ano de 2009 a agenda de Luan Santana fechou com a marca de 300 shows realizados pelo Brasil, com média de 25 apresentações por mês, provando que a mídia especializada estava certa. Luan Santana era mesmo o maior exemplo de fenômeno da música sertaneja.

CURIOSIDADES:

O grande incentivador da carreira do Luan Santana foi seu pai. Aos três anos de idade, Luan ganhou de Amarildo Santana seu primeiro violão. “Foi um presente de natal. “Coloquei embaixo da cama e bati na janela. Ele foi correndo e achou que era do papai noel”.

Aos 12 anos, Luan recebeu seu primeiro cachê, R$ 50,00. Após mais velho e já com sucesso no Brasil inteiro, Luan teve conhecimento que o dinheiro pago pelo organizador do evento beneficente, na verdade foi pré acordado com o seu pai Amarildo Santana, que entregou o dinheiro ao amigo e organizador para incentivar a carreira do filho.

Desde muito pequeno, Luan já ouvia e cantava as músicas da dupla Zezé Di Camargo e Luciano, Trio Parada Dura e de outros sertanejos das antigas. Os anos se passaram, mas o gosto musical não mudou. “Por isso, não acredito que a música sertaneja seja moda. Para mim, é um estilo que as pessoas gostam desde muito cedo” diz Luan Santana.

Embora existam vídeos de Luan empunhando o violão já aos três, foi na virada dos 12 para os 13 anos que ele se destacou nos shows de talento da escola onde estudava, em Maringá (PR). Unindo pop rock e sertanejo desde pequeno, foi escolhido o melhor cantando uma balada pós-grunge da banda americana Creed (“One Last Breath”) e a também chorosa “Pra Mudar A Minha Vida”, de Zezé di Camargo & Luciano.

E não é só esse estilo que ele ouve, não. “Minha principal influência é a música sertaneja, mas escuto outras coisas. No meu Ipod, por exemplo, tenho músicas de Taylor Swift, Bruno Mars, McFly, Nickelback e outros.

Luan Santana também é compositor. “Geralmente faço as músicas em cima de situações que acontecem comigo ou com amigos meus. Por exemplo, a música Chocolate eu fiz depois que recebi uma carta de uma fã em que ela se declarava. Mas, em vez de escrever, ela colava o papel dos bombons como, por exemplo, você é o meu… e colou o papel do sonho de valsa”.

CD atual – Quando chega a noite (2012)

O projeto mostra um amadurecimento do cantor, hoje com 21 anos. Neste trabalho, Luan participou integralmente da produção, ao lado de Fernando Zor (da dupla Fernando & Sorocaba). Das 17 músicas do álbum (todas inéditas), 6 são composições próprias. Luan também apostou em compositores como Sorocaba (seu parceiro em “Meteoro “ e “Um Beijo”, entre outras) e Márcia Araújo (que compôs “Amar não é pecado”), além dos jovens André Longhin, Kadu Gomes e Marcelo Martins.

Música de trabalho: Te esperando

A música bateu primeiro lugar entre as mais tocadas no Brasil já na semana de lançamento

Nunca nenhuma outra música do Luan Santana teve seu lançamento tão esperado entre os profissionais de rádio, do mercado com forte mobilização nas redes sociais através de compartilhamento de depoimentos e teasers de pessoas que ouviram e se emocionaram com a música. A mais procurada em sites de letras na internet. A mais baixada no iTunes.

SERVIÇO:

Os ingressos já estão à venda e podem ser adquiridos pela internet (www.ticketsforfun.com.br), pelo telefone 4003-5588 (válido para todo o país), nos pontos de venda espalhados pelo Brasil e na bilheteria do Citibank Hall. O show é uma realização da TIME FOR FUN.

 

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Roque & Terezinha enchem de tradição e de alegrias as feiras e praças do país

Roque e Terezinha

Roque e Terezinha

Roque José e Terezinha, a dupla de emboladores nordestinos, conhecidos como mestres da arte do improviso, há mais de 16 anos perambulam pelo país, alegrando plateias em praças e feiras, com suas poesias e rimas improvisadas sobre temas variados.

Artistas mambembes, nômades por natureza, estão sempre na estrada, e levam bem á sério a máxima: “todo artista tem de ir onde o povo está”.

Como eles dizem: “desde 2003, sempre cumprimos temporadas curtas no Distrito Federal, tendo como referência a Casa do Cantador, em Ceilândia, onde ficamos hospedados, geralmente por alguns meses, é a nossa casa” afirmam. “A nossa segunda casa é o Rio de Janeiro”, complementam.

De fato esta ordem não está tão exata, mas como a ordem dos fatores não altera o produto…

A dupla na verdade começou sua carreira de sucessos no Rio de Janeiro, no Largo da Carioca propriamente dito. Foi lá que depois de muitas caronas, atravessando o Brasil cantando, passando por Alagoas, Bahia, São Paulo etc., que Roque encontrou Terezinha cantando com a irmã Lindalva. Roque cantou algumas coisas com Terezinha e sob os mesmos signos as coisas se encaixaram perfeitamente, num momento que a dupla das irmãs já estava bastante desgastada por conta de algumas brigas… Como conta Terezinha: “Minha irmã me bateu na Casa do Cantador, em Brasília, tivemos uma discussão muito grande, e ficou difícil a continuação da dupla…, então, eu fiquei muito desgostosa com ela e falei, nós pode ser irmã, nós podemos ser amigas, mas prá nós duplar, nunca mais. Então ela se desgostou vendeu a casa dela e foi morar em João Pessoa”. Na época ela morava no Rio de Janeiro.

Conhecendo um pouco mais a história da dupla:

Terezinha é o nome artístico de Otília Dantas de Lima, repentista desde os 9 anos de idade. “Meu pai era violeiro e repentista e foi quem me influenciou para que eu seguisse essa carreira. Ainda na infância, comecei a cantar nas praças Gentil Ferreira, do Alecrim e da Ribeira, em Natal. Durante 20 anos, fiz dupla com minha irmã Lindalva. Nós duas cumprimos longa temporada no Rio de Janeiro, morando em São João do Meriti e cantando no Largo da Carioca, na Cinelândia, nas praças XV, Mauá, do Pacificador (em Caxias, na Baixada Fluminense)”, recorda-se.

Terezinha chegou a participar de vários programas de tevê, como os de Flávio Cavalcante, Os Trapalhões, Som Brasil (apresentado por Rolando Boldrin e Lima Duarte), em Hebe Camargo e no Domingão do Faustão. Com 15 filhos, 23 netos e 19 bisnetos, Terezinha fala com carinho de Roque: “Ele é como se fosse um filho para mim. Entendemos-nos bastante. Na roda, ele tira a rima e eu o acompanho”.

Foi igualmente o pai violeiro, Sebastião de Barros, quem incentivou Roque José da Silva a seguir a arte do repente, mas as influências maiores vieram dos conterrâneos Barra do Dia, Rouxinol Pereira e Caju & Castanha. “No começo da adolescência, formei a dupla Melão & Melancia, com meu irmão João José. Cantamos muito nas feiras de Caruaru, Gravatá, Vitória de Santo Antão e Bezerro”, lembra. Com 23 anos, gravou um disco em São Paulo. Logo depois foi para o Rio, pois queria conhecer Terezinha, de quem era fã. “Trabalho com Terezinha há 16 anos e para mim é uma realização, pois sei que estou ao lado de uma grande artista popular”, elogia.

As coisas no início foram bem difíceis, diz Roque: “meu primeiro pandeiro foi um pandeirinho de lata feito pelo meu próprio pai. Fiz minha primeira apresentação para um evento da prefeitura, foi quando ganhei um pandeiro de verdade”.

As feiras no nordeste acontecem sempre ás sextas, sábados e domingos. Roque trabalhava durante a semana e nos finais de semana cantava nas feiras de Caruaru, Palmares, Ribeirão etc., “era eu cantando e meu pai passando o chapéu”, conta.

Por onde passa a dupla de emboladores tem levado a poesia eminentemente popular ao público que os assiste com interesse e admiração. Embora a temática abordada tenha como suporte a herança cultural recebida na região de origem, os amigos — como bons improvisadores — nunca deixam de atender às sugestões de pessoas que os ouvem. Do aspecto físico de quem os provoca às relações amorosas, versejam sobre tudo, inclusive fatos e acontecimentos ligados ao cotidianos à política. “Somos recebidos com carinho em todos o lugares onde temos levado nosso trabalho. As pessoas gostam de ouvir o repente e costumam participar, sugerindo temas para as rimas”, festeja Terezinha, 74 anos, norte-rio-grandense de Currais Novos e Roque, 36 anos, pernambucano de Chã Grande, cidadezinha próxima a Caruaru.

Ao fim de cada cantoria, de no máximo, uma hora de duração, eles passam o pandeiro entre os espectadores que costumam fazer pequenas contribuições. “É com isso que nos mantemos. Fazemos, também, a venda de CDs e dos DVDs, que gravamos no auditório da Casa do Cantador”, explica Roque.

A Dupla custeou e gravou o DVD, graças a um contrato de dois anos que tiveram com o Governo de Brasília, cada obra que era inaugurada a Dupla se apresentava, era Roque e Terezinha e outros artistas. “Estamos nos preparando para gravar outro CD e DVD”, acrescenta.

Os shows são outra fonte de renda de Roque e Terezinha. Já se apresentaram em algumas edições do Maior são João do Cerrado (festa junina fora de época, que ocorre geralmente no mês de agosto, no Ceilambódromo/DF). Ao lado de astros e estrelas da música popular brasileira, como Gilberto Gil, Elba Ramalho, Alceu Valença, Jorge de Altinho, Frank Aguiar e Banda Calypso.

Assista os vídeos: Roque & Terezinha

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=QPYbB_lTvb4#!

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=ZGpR5RwdkP8